Mantenham-se atentos
procurem refugio
não confiem nos políticos
pois estamos presos por um fio
perto do ponto de irreversibilidade
dos cem anos não passara
juntos vamos celebrar
e acabar com esta triste idade
se a republica teve um buica
nos teremos um bem melhor
esta veia politica bem pior
com ou sem sangue já esguicha
que seja expulso Aquilino Ribeiro, o traidor
eu também ajudarei a tira-lo do panteão nacional
com letras ou com armas para bem de Portugal
e este é o ultimo aviso antes que haja guerra e mais dor
José Maria Afonso (Pseudónimo)
Monday, 9 February 2009
O Mundo De Portugal
I - A Conquista
O mundo é um rebento,
na esfera cresce lento,
enquanto espera o fruto
a cada era que floresce
de novo nasce um alento,
crescendo desde há milénios
lutando com e contra os ibérios,
com a língua que cria prosseguia,
cantando, por terra e mar caminhos
ganhando territórios e soberania,
com astúcia, perícia e tanto empenho
em conjunto viria a mudar em muito
o mundo, até então sem igual, o seu tamanho,
não fosse o amigo de Peniche maior seria,
para o bem e para o mal a nossa sina,
Nortenho, Sulista, Timorense,
Luandense, Mirandês,
Portugalego Ou Macaense,
pronuncias, variantes ou dialectos
que soam todos o mesmo eco,
que da saudade e do Fado,
só Ele tem o significado
e o consenso neste seu todo imenso
desde aquém a Além Lusa
...os vive e usa em espírito intenso.
batalhando as feras marítimas
nos sete Mares prolifera
com cinco Chagas de Cristo,
de fundo azul e branco,
um Escudo e uma Esfera,
quatro Dinastias,
sete Casas Reinantes,
trinta e cinco Reis e Rainhas,
sete Castelos, cinco Quinas,
com a cruz nas velas pelos cinco Continentes.
II - Os Feitos
Portugueses, Pombos-correio todos esses (S. F. Z.),
primeiros na circum-navegação
e na viagem sobre o azul
do Atlântico Sul de avião,
o pioneiro da abolição da escravatura
e da pena de morte foi Portugal,
de poderio sem sorte e sem fortuna
o primeiro e ultimo Império colonial,
Reino sábio Marinha de coragem
inventa o Astrolábio e a Caravela,
foi pioneiro da Globalização
e deu ao mundo mais janelas,
interpreta os ventos e as estrelas,
enfrenta os medos do mar,
conquista territórios alem-mar
...como o passo lunar,
da matemática fez a esfera-espiral
e a ainda igual
carta náutica em latitudes
...a Lua seria Lusa se não fosse a altitude,
primeiro no achamento:
do caminho marítimo á Índia
e da Europa em expedição
ao Tecto do Mundo na Ásia,
deu a volta a África,
do Norte ao Sul na América
e chegou á Oceania,
pois mais não havia no Planeta
tanta já era a conquista feita.
III - O Desejo
Há-de sentir Dom Duarte Pio
uma forte afinidade,
há-de vir Dom Afonso seu filho
da bruma com a idade,
com o seu povo orgulhoso
o mais bravo e corajoso
que deu cravos á liberdade,
e fez da voz a identidade.
Luísa Todi foi a cantora
para a eternidade e amada
lá fora por Barões,
cá dentro a poesia cantada,
que de Camões a Pessoa
da fala entoa tantas palavras,
lavra até ao pormenor sentimentos
que só nós melhor entendemos.
Holandeses, Franceses, Ingleses e Mouros,
com Viriato correu Romanos,
injusto para com os Judeus
e a Padeira os Castelhanos.
Do virar da pagina que se agita,
descontente faz barulho, grita,
da honra constante já vivida
não sabe a escrita pretendida,
nem governa desde o homicídio
o maldito Regicídio em vão,
devolvão El-Rei que é seu
como sempre foi desde o principio,
já Olivença se perdeu.
IV - O Fim Já Tadio
O retornado foi despatriado,
com medo e sem nada fugia
de quem quis ser libertado
e disse não á dependência,
navagão barcos assim
no mar ao contrario,
um dos símbolos do fim
de tão vasto Império,
gentes que regressão
em Barcas carregados
nas vagas são Fados
emocionantes.
Recuperando no cais de outrora
a magia abandonada,
faltando somente agora
a Monarquia inacabada.
Do mar e da serra,
corpos enterrados,
mortos da guerra
ainda hoje lá deixados,
historia que deveras
nunca mais encerra
esta sua espera
do regresso á terra,
e a Rainha Dona Amélia
o final das glorias
de tão antiga Família Real,
da epopeia multicultural
e tantas outras vitórias.
V - O Principio
Por hora aguenta
enquanto canta o Hino,
de quem só de longe
o sentimento é divino,
como quem insiste na crensca
da viagem ao alem,
crente que reza á Virgem
para ter boa passagem,
mas se existe só no Homem
o crer ter a vontade!
o que Lhe deu a coragem,
sorte e igualdade!
a Aparição, Deus ou Anjos
nunca foram vistos,
Cristo jaz e já só são justos
a paz e os Mandamentos.
Quer cem anos falecer,
nesse dia o retorno,
na terça-feira, 5 de Outubro
de 2010 ao amanhecer,
Sua Majestade Fidelíssima
El-Rei de Portugal,
a altíssima presença encarnada
da jornada fenomenal,
torne a viver no trono
e aparecer de novo a Portugal
o povo uno e em torno
pois do que sempre foi afinal
o seu unico destino.
VI - O País
Partem dos pedaços mais belos,
das calmas planícies alentejanas,
Geres, Buçaco, Arquipélagos,
de silêncios de paisagens longas,
pico e estrela as mais altas,
rochedos ao alto nos rios,
nas margens o carril dos comboios,
o mar á volta e as praias.
Emigram mas não é por serem tolos
têm Catedrais majestosas, Palácios,
Fortes ás portas do país,
Igrejas, Antas E Castelos,
os símbolos da sua raiz,
da tralha á batente com rigor
a maravilha e a dor talhada á milénios
por génios em todo o seu esplendor.
procurou estar bem consigo próprio
dentro do possível á época,
e encontrou entre os povos o comercio
e a sensível riqueza da mãe natureza,
plantadas nas ilhas Atlânticas
são a beleza de todas as partes terrestres,
as flores e plantas da Madeira e dos Açores
que de tantas conquistas são louvores.
Nem Cristo nem Baco
No invento do liquido ouro,
bago só trabalhado
pelas mãos do rio Douro,
bebe-se pelo mundo fora
o que desta terra vinga
da fruta da videira,
a vinha com a fama mais antiga
no bom vinho da Madeira.
VII - A Falta
Recusa ficar calado
nem que seja por pensamento,
na luta usa corpo e espírito num todo
contra a ditadura por estar farto,
até á conquista por um principio
que deu demasiadamente alivio,
a gente mais sortuda e que mais fez
durante o século XX Português.
Temos quinhentas mil palavras
e damos paulada a tal mérito linguístico
com exepcao ao grupo cientifico
todas as outras sao rafeiras,
importa ás tontas as estrangeiras
se as do mundo Lusofonico,
como a pronuncia Brasileira,
são de som musical magnifico.
Tanta ironia furtiva se come
sem ninguém mastigar a politica,
é vê-los com cara cínica
a cada discurso e eu já com fome,
ás vezes parece uma caldeirada
do que sai dessa gastronomia,
na minha mesa não dá entrada
só se á cabeceira volte a Monarquia.
Bartolomeu Dias não desistio,
insistio e conseguio vencer
ao passar o Cabo Das Tormentas,
fraco presistio mesmo farto de perder,
não fosse Portugal que por ser teimoso
o mundo globalizou,
esperando ansioso a mudança,
enquanto há Herdeiro ao Trono
há Boa Esperança.
José Maria Afonso (pseudónimo)
O mundo é um rebento,
na esfera cresce lento,
enquanto espera o fruto
a cada era que floresce
de novo nasce um alento,
crescendo desde há milénios
lutando com e contra os ibérios,
com a língua que cria prosseguia,
cantando, por terra e mar caminhos
ganhando territórios e soberania,
com astúcia, perícia e tanto empenho
em conjunto viria a mudar em muito
o mundo, até então sem igual, o seu tamanho,
não fosse o amigo de Peniche maior seria,
para o bem e para o mal a nossa sina,
Nortenho, Sulista, Timorense,
Luandense, Mirandês,
Portugalego Ou Macaense,
pronuncias, variantes ou dialectos
que soam todos o mesmo eco,
que da saudade e do Fado,
só Ele tem o significado
e o consenso neste seu todo imenso
desde aquém a Além Lusa
...os vive e usa em espírito intenso.
batalhando as feras marítimas
nos sete Mares prolifera
com cinco Chagas de Cristo,
de fundo azul e branco,
um Escudo e uma Esfera,
quatro Dinastias,
sete Casas Reinantes,
trinta e cinco Reis e Rainhas,
sete Castelos, cinco Quinas,
com a cruz nas velas pelos cinco Continentes.
II - Os Feitos
Portugueses, Pombos-correio todos esses (S. F. Z.),
primeiros na circum-navegação
e na viagem sobre o azul
do Atlântico Sul de avião,
o pioneiro da abolição da escravatura
e da pena de morte foi Portugal,
de poderio sem sorte e sem fortuna
o primeiro e ultimo Império colonial,
Reino sábio Marinha de coragem
inventa o Astrolábio e a Caravela,
foi pioneiro da Globalização
e deu ao mundo mais janelas,
interpreta os ventos e as estrelas,
enfrenta os medos do mar,
conquista territórios alem-mar
...como o passo lunar,
da matemática fez a esfera-espiral
e a ainda igual
carta náutica em latitudes
...a Lua seria Lusa se não fosse a altitude,
primeiro no achamento:
do caminho marítimo á Índia
e da Europa em expedição
ao Tecto do Mundo na Ásia,
deu a volta a África,
do Norte ao Sul na América
e chegou á Oceania,
pois mais não havia no Planeta
tanta já era a conquista feita.
III - O Desejo
Há-de sentir Dom Duarte Pio
uma forte afinidade,
há-de vir Dom Afonso seu filho
da bruma com a idade,
com o seu povo orgulhoso
o mais bravo e corajoso
que deu cravos á liberdade,
e fez da voz a identidade.
Luísa Todi foi a cantora
para a eternidade e amada
lá fora por Barões,
cá dentro a poesia cantada,
que de Camões a Pessoa
da fala entoa tantas palavras,
lavra até ao pormenor sentimentos
que só nós melhor entendemos.
Holandeses, Franceses, Ingleses e Mouros,
com Viriato correu Romanos,
injusto para com os Judeus
e a Padeira os Castelhanos.
Do virar da pagina que se agita,
descontente faz barulho, grita,
da honra constante já vivida
não sabe a escrita pretendida,
nem governa desde o homicídio
o maldito Regicídio em vão,
devolvão El-Rei que é seu
como sempre foi desde o principio,
já Olivença se perdeu.
IV - O Fim Já Tadio
O retornado foi despatriado,
com medo e sem nada fugia
de quem quis ser libertado
e disse não á dependência,
navagão barcos assim
no mar ao contrario,
um dos símbolos do fim
de tão vasto Império,
gentes que regressão
em Barcas carregados
nas vagas são Fados
emocionantes.
Recuperando no cais de outrora
a magia abandonada,
faltando somente agora
a Monarquia inacabada.
Do mar e da serra,
corpos enterrados,
mortos da guerra
ainda hoje lá deixados,
historia que deveras
nunca mais encerra
esta sua espera
do regresso á terra,
e a Rainha Dona Amélia
o final das glorias
de tão antiga Família Real,
da epopeia multicultural
e tantas outras vitórias.
V - O Principio
Por hora aguenta
enquanto canta o Hino,
de quem só de longe
o sentimento é divino,
como quem insiste na crensca
da viagem ao alem,
crente que reza á Virgem
para ter boa passagem,
mas se existe só no Homem
o crer ter a vontade!
o que Lhe deu a coragem,
sorte e igualdade!
a Aparição, Deus ou Anjos
nunca foram vistos,
Cristo jaz e já só são justos
a paz e os Mandamentos.
Quer cem anos falecer,
nesse dia o retorno,
na terça-feira, 5 de Outubro
de 2010 ao amanhecer,
Sua Majestade Fidelíssima
El-Rei de Portugal,
a altíssima presença encarnada
da jornada fenomenal,
torne a viver no trono
e aparecer de novo a Portugal
o povo uno e em torno
pois do que sempre foi afinal
o seu unico destino.
VI - O País
Partem dos pedaços mais belos,
das calmas planícies alentejanas,
Geres, Buçaco, Arquipélagos,
de silêncios de paisagens longas,
pico e estrela as mais altas,
rochedos ao alto nos rios,
nas margens o carril dos comboios,
o mar á volta e as praias.
Emigram mas não é por serem tolos
têm Catedrais majestosas, Palácios,
Fortes ás portas do país,
Igrejas, Antas E Castelos,
os símbolos da sua raiz,
da tralha á batente com rigor
a maravilha e a dor talhada á milénios
por génios em todo o seu esplendor.
procurou estar bem consigo próprio
dentro do possível á época,
e encontrou entre os povos o comercio
e a sensível riqueza da mãe natureza,
plantadas nas ilhas Atlânticas
são a beleza de todas as partes terrestres,
as flores e plantas da Madeira e dos Açores
que de tantas conquistas são louvores.
Nem Cristo nem Baco
No invento do liquido ouro,
bago só trabalhado
pelas mãos do rio Douro,
bebe-se pelo mundo fora
o que desta terra vinga
da fruta da videira,
a vinha com a fama mais antiga
no bom vinho da Madeira.
VII - A Falta
Recusa ficar calado
nem que seja por pensamento,
na luta usa corpo e espírito num todo
contra a ditadura por estar farto,
até á conquista por um principio
que deu demasiadamente alivio,
a gente mais sortuda e que mais fez
durante o século XX Português.
Temos quinhentas mil palavras
e damos paulada a tal mérito linguístico
com exepcao ao grupo cientifico
todas as outras sao rafeiras,
importa ás tontas as estrangeiras
se as do mundo Lusofonico,
como a pronuncia Brasileira,
são de som musical magnifico.
Tanta ironia furtiva se come
sem ninguém mastigar a politica,
é vê-los com cara cínica
a cada discurso e eu já com fome,
ás vezes parece uma caldeirada
do que sai dessa gastronomia,
na minha mesa não dá entrada
só se á cabeceira volte a Monarquia.
Bartolomeu Dias não desistio,
insistio e conseguio vencer
ao passar o Cabo Das Tormentas,
fraco presistio mesmo farto de perder,
não fosse Portugal que por ser teimoso
o mundo globalizou,
esperando ansioso a mudança,
enquanto há Herdeiro ao Trono
há Boa Esperança.
José Maria Afonso (pseudónimo)
Carta enviada ao Ex. Sr. Presidente da República Portuguesa, Pr. Aníbal Cavaco Silva, Maio De 2008
Ex. Sr. Presidente da República Portuguesa, Pr. Aníbal Cavaco Silva,
Não É Com A Intenção De Ofender Ninguém
Que Lhe Venho Falar De Politica,
Quero Desta Revolta Poética
Desabafar Esta Mágua Que Me Inquieta,
Já Que Não Me Resta
Outra Forma De O Fazer
E Esta É Mais Difícil De Dizer
Mas Fácil De Se Entender,
Mas Lembrei-Me Ontem Que Actualmente
Se Vive Indiferente Ao Corpo E Á Mente Do País,
É Como Ferver No Inferno Eternamente
Enquanto Houver Vazio Interno,
Emigrantes E Monarcas Sem Pai E Amor Materno.
- O Antes E O Depois Da Era Monárquica -
O Antes:
Da Tralha Á Batente Com Rigor
A Maravilha E A Dor
Talhada Á Milénios Por Génios
Em Todo O Seu Esplendor,
Palácios E Catedrais Majestosos,
Fortes Ás Portas Do Pais,
Igrejas, Antas E Castelos,
Os Símbolos Da Sua Raiz.
Procura Estar Bem Consigo Próprio
E Entre Os Povos No Comercio,
Sensível Á Mãe Natureza
Dentro Do Possível Á Época,
Plantadas Nas Ilhas Atlânticas
De Todas As Partes Terrestres,
Flores E Plantas Que De Tantas
Conquistas São Louvores.
Nem Cristo Nem Baco
No Invento Do Liquido Ouro,
Bago Só Trabalhado
Pelas Mãos Do Rio Douro,
Bebe-Se Pelo Mundo Fora
O Que Desta Terra Vinga Da Videira
A Vinha Com A Fama Mais Antiga
No Bom Vinho Da Madeira.
Pico E Estrela As Mais Altas,
Geres E Arquipélagos
Dos Pedaços Mais Belos,
E O Mar Á Volta E As Praias,
Os Planaltos Gigantes E Calmos
Silêncios De Paisagens Longas,
Rochedos Ao Alto Nos Rios
Nas Margens O Carril Dos Comboios.
O Depois:
Recusa Ficar Calado
Nem Que Seja Por Pensamento,
Na Luta Usa Corpo E Espírito Num Todo
Contra A Ditadura Por Estar Farto,
Até Á Conquista Por Um Principio
Que Deu Demasiadamente Alivio,
A Gente Mais Sortuda E Que Mais Fez
Durante O Século XX Português.
Temos Quinhentas Mil Palavras
E Damos Paulada A Tal Mérito Linguístico
Com Exepcao Ao Grupo Cientifico
Todas As Outras São Rafeiras,
Importa Ás Tontas As Estrangeiras
Se As Do Mundo Lusofonico
São De Som Magnifico,
A Língua Que Canta Entre As Primeiras.
Tanta Ironia Furtiva Se Come
Sem Ninguém Mastigar A Politica,
É Vê-Los Com Cara Cínica
A Cada Discurso E Eu Já Com Fome,
Ás Vezes Parece Uma Caldeirada
Do Que Sai Dessa Gastronomia,
Na Minha Mesa Não Dá Entrada
Só Se Á Cabeceira Volte A Monarquia.
Respeitosamente
Jose Maria Afonso
Não É Com A Intenção De Ofender Ninguém
Que Lhe Venho Falar De Politica,
Quero Desta Revolta Poética
Desabafar Esta Mágua Que Me Inquieta,
Já Que Não Me Resta
Outra Forma De O Fazer
E Esta É Mais Difícil De Dizer
Mas Fácil De Se Entender,
Mas Lembrei-Me Ontem Que Actualmente
Se Vive Indiferente Ao Corpo E Á Mente Do País,
É Como Ferver No Inferno Eternamente
Enquanto Houver Vazio Interno,
Emigrantes E Monarcas Sem Pai E Amor Materno.
- O Antes E O Depois Da Era Monárquica -
O Antes:
Da Tralha Á Batente Com Rigor
A Maravilha E A Dor
Talhada Á Milénios Por Génios
Em Todo O Seu Esplendor,
Palácios E Catedrais Majestosos,
Fortes Ás Portas Do Pais,
Igrejas, Antas E Castelos,
Os Símbolos Da Sua Raiz.
Procura Estar Bem Consigo Próprio
E Entre Os Povos No Comercio,
Sensível Á Mãe Natureza
Dentro Do Possível Á Época,
Plantadas Nas Ilhas Atlânticas
De Todas As Partes Terrestres,
Flores E Plantas Que De Tantas
Conquistas São Louvores.
Nem Cristo Nem Baco
No Invento Do Liquido Ouro,
Bago Só Trabalhado
Pelas Mãos Do Rio Douro,
Bebe-Se Pelo Mundo Fora
O Que Desta Terra Vinga Da Videira
A Vinha Com A Fama Mais Antiga
No Bom Vinho Da Madeira.
Pico E Estrela As Mais Altas,
Geres E Arquipélagos
Dos Pedaços Mais Belos,
E O Mar Á Volta E As Praias,
Os Planaltos Gigantes E Calmos
Silêncios De Paisagens Longas,
Rochedos Ao Alto Nos Rios
Nas Margens O Carril Dos Comboios.
O Depois:
Recusa Ficar Calado
Nem Que Seja Por Pensamento,
Na Luta Usa Corpo E Espírito Num Todo
Contra A Ditadura Por Estar Farto,
Até Á Conquista Por Um Principio
Que Deu Demasiadamente Alivio,
A Gente Mais Sortuda E Que Mais Fez
Durante O Século XX Português.
Temos Quinhentas Mil Palavras
E Damos Paulada A Tal Mérito Linguístico
Com Exepcao Ao Grupo Cientifico
Todas As Outras São Rafeiras,
Importa Ás Tontas As Estrangeiras
Se As Do Mundo Lusofonico
São De Som Magnifico,
A Língua Que Canta Entre As Primeiras.
Tanta Ironia Furtiva Se Come
Sem Ninguém Mastigar A Politica,
É Vê-Los Com Cara Cínica
A Cada Discurso E Eu Já Com Fome,
Ás Vezes Parece Uma Caldeirada
Do Que Sai Dessa Gastronomia,
Na Minha Mesa Não Dá Entrada
Só Se Á Cabeceira Volte A Monarquia.
Respeitosamente
Jose Maria Afonso
Fugir de Portugal
Do calor abafado e húmido
ou do frio do pico ou da estrela,
cumes da sabedoria do passado
em mãos de belas paisagens multifuncionais
que vão deixando o país,
licenciado na faculdade de sobrevivência,
já pronto enfrenta novos lugares
a ferramenta essencial e necessária
para que se meta a emigrar,
daqui indo para outros ares,
mesmo vivendo em clima sereno
nada se teme desta terra
só a merda do ordenado
deveras importante e crucial
para que se fuga de Portugal.
José Maria Afonso (pseudónimo)
ou do frio do pico ou da estrela,
cumes da sabedoria do passado
em mãos de belas paisagens multifuncionais
que vão deixando o país,
licenciado na faculdade de sobrevivência,
já pronto enfrenta novos lugares
a ferramenta essencial e necessária
para que se meta a emigrar,
daqui indo para outros ares,
mesmo vivendo em clima sereno
nada se teme desta terra
só a merda do ordenado
deveras importante e crucial
para que se fuga de Portugal.
José Maria Afonso (pseudónimo)
Pátria (Carta escrita ao programa Pros e contras RTP, Junho de 2008)
Nada me leva a dizer que sou escritor,
só não sei o que fazer nos tempos livres
e este foi o caminho mais confortável
e mais em conta que encontrei
para me ajudar a viver o dia a dia
de mais um novo rumo da minha vida.
Não quero ser tão radical
se as vezes for exagerado nas minhas palavras
mas sei que quero e preciso de mostrar tal e qual
esta minha maneira de ver a actualidade
e talvez dar umas luzes a quem as compreenda.
Numa sociedade com gente
que não dá metade daquilo que vale,
que emigra por tudo e por nada
pois em Portugal já nem nada há,
que se diz democrática com Governo para governar,
mais parece que o melhor é a RTP começar,
como na Assembleia Da Republica,
a fazer debates mensais e continuar
a pressionar o Governo como o tem feito
pois só assim tenho visto o País ser governado.
Os Republicanos Matarão o Rei,
hoje está provado que foi um erro,
Olivença é Espanhola,
hoje está provado que é nossa,
destes dois exemplos os Representantes
mais importantes do nosso País
nem sequer dão uma só opinião,
pior, mostram um sorriso na cara
que é claramente mandar a merda
a quem só quer saber a verdade,
que falta ao respeito desta maneira
a quem só quer uma resposta.
O meu único objectivo é,
se até esta parte pelo menos, me estiver a ler,
então já fico contente.
Não espero nada e sou ninguém,
o meu nome será assim
José Maria Afonso.
Viva a RTP, viva o Rei e viva Portugal.
Muito Obrigado.
Bandeiras em toda parte
e um orgulho tão forte,
cegos pela competição
julgando ver a Nação,
Patriota é o Rei e não é Alienação.
só não sei o que fazer nos tempos livres
e este foi o caminho mais confortável
e mais em conta que encontrei
para me ajudar a viver o dia a dia
de mais um novo rumo da minha vida.
Não quero ser tão radical
se as vezes for exagerado nas minhas palavras
mas sei que quero e preciso de mostrar tal e qual
esta minha maneira de ver a actualidade
e talvez dar umas luzes a quem as compreenda.
Numa sociedade com gente
que não dá metade daquilo que vale,
que emigra por tudo e por nada
pois em Portugal já nem nada há,
que se diz democrática com Governo para governar,
mais parece que o melhor é a RTP começar,
como na Assembleia Da Republica,
a fazer debates mensais e continuar
a pressionar o Governo como o tem feito
pois só assim tenho visto o País ser governado.
Os Republicanos Matarão o Rei,
hoje está provado que foi um erro,
Olivença é Espanhola,
hoje está provado que é nossa,
destes dois exemplos os Representantes
mais importantes do nosso País
nem sequer dão uma só opinião,
pior, mostram um sorriso na cara
que é claramente mandar a merda
a quem só quer saber a verdade,
que falta ao respeito desta maneira
a quem só quer uma resposta.
O meu único objectivo é,
se até esta parte pelo menos, me estiver a ler,
então já fico contente.
Não espero nada e sou ninguém,
o meu nome será assim
José Maria Afonso.
Viva a RTP, viva o Rei e viva Portugal.
Muito Obrigado.
Bandeiras em toda parte
e um orgulho tão forte,
cegos pela competição
julgando ver a Nação,
Patriota é o Rei e não é Alienação.
O Povo sem Rei não se faz
A utopia dos homens
distraída com a religião, política,
ciência ou acção cívica,
anda a transbordar as margens,
vêem a pátria de diferentes maneiras
num ser com ideias inteligentes,
em olhos de várias gentes
esquecendo a nossa historia,
o seu maior pecado
é ser um animal com ideologias
a ver o mundo completamente enganado
esquecendo a sua genealogia,
com vertigens e a voar á rasca,
sem ver, com vícios e ressaca,
sem saber dar uso á sabedoria adquirida
só para os tempos modernos aprendida,
as origens dão pistas,
são setas do passado
pelas gerações certas,
marcas do já vivido
dando lições ao futuro,
por uma vida com menos muros
que ao inicio dão vantagens
abrindo novas passagens,
parece-me realmente
ferver no inferno eternamente,
enquanto houver o vazio interno
sem pai e amor materno
vivendo indiferente á paz
do corpo e da mente do país,
o povo sem rei não se faz
continuando neste fado infeliz.
José Maria Afonso (pseudónimo)
distraída com a religião, política,
ciência ou acção cívica,
anda a transbordar as margens,
vêem a pátria de diferentes maneiras
num ser com ideias inteligentes,
em olhos de várias gentes
esquecendo a nossa historia,
o seu maior pecado
é ser um animal com ideologias
a ver o mundo completamente enganado
esquecendo a sua genealogia,
com vertigens e a voar á rasca,
sem ver, com vícios e ressaca,
sem saber dar uso á sabedoria adquirida
só para os tempos modernos aprendida,
as origens dão pistas,
são setas do passado
pelas gerações certas,
marcas do já vivido
dando lições ao futuro,
por uma vida com menos muros
que ao inicio dão vantagens
abrindo novas passagens,
parece-me realmente
ferver no inferno eternamente,
enquanto houver o vazio interno
sem pai e amor materno
vivendo indiferente á paz
do corpo e da mente do país,
o povo sem rei não se faz
continuando neste fado infeliz.
José Maria Afonso (pseudónimo)
Deus Rei de Portugal
I
O sossego das Igrejas e Catedrais
são Armazéns de paz fulcrais,
do som cantado daquela caixa
qualquer um logo relaxa.
Imaginem a onda brutal da garganta
ou instrumentos de musica clássica,
apanhar com tal ar que se canta
são só sentimentos que se toca,
deixo-me ir pela imaginação
como numa peça de teatro,
a única a que ninguém peca de facto
pois não há quem lhe meta a mão,
naquele espaço a emoção é certa,
fazendo parecer que a alma levita,
mas tem explicação científica
pois a causa é da Físico-Química.
II
Presta vassalagem dividido no seu volume,
cada um para o lado que lhe convém
com a metade que tem em comum,
uma para ir á missa dar esmola
outra devota aos clubes da bola,
a quem se deu Portugal minha gente!?
vai tudo com fé, triste ou contente
de no final ficar mais alegre,
nos últimos cem anos a mais latente
foi a dos cravos e não foi milagre,
mas nada que se compare
á união num todo e em alegria,
inteiro há-de espelhar de novo
todos os dias, o total do seu Povo
quando a Portugal voltar a Monarquia.
III
É de louvar quem a soube usar
de maneira útil cantando do altar
sem faltar com o respeito ao seu Deus
e disso os Madredeus são o exemplo perfeito
sempre com o mesmo amplo conceito.
Quando já não tem escolha
olha para a religião de outra forma,
dá tudo de si própria porque o adora
sentindo-se de alma vazia, isolada,
tendo fé sentida chora a vida,
mas tudo continua por se resolver,
se ao menos fosse a sua alteza,
com o mesmo sentido de viver,
concerteza já se teria menos de tristeza,
a alegria está nas estrelas,
pontos luz da mais fraca á mais forte,
na magia do céu da noite passam Rochas
das quais se julgou e joga a nossa sorte.
José Maria Afonso (pseudónimo)
O sossego das Igrejas e Catedrais
são Armazéns de paz fulcrais,
do som cantado daquela caixa
qualquer um logo relaxa.
Imaginem a onda brutal da garganta
ou instrumentos de musica clássica,
apanhar com tal ar que se canta
são só sentimentos que se toca,
deixo-me ir pela imaginação
como numa peça de teatro,
a única a que ninguém peca de facto
pois não há quem lhe meta a mão,
naquele espaço a emoção é certa,
fazendo parecer que a alma levita,
mas tem explicação científica
pois a causa é da Físico-Química.
II
Presta vassalagem dividido no seu volume,
cada um para o lado que lhe convém
com a metade que tem em comum,
uma para ir á missa dar esmola
outra devota aos clubes da bola,
a quem se deu Portugal minha gente!?
vai tudo com fé, triste ou contente
de no final ficar mais alegre,
nos últimos cem anos a mais latente
foi a dos cravos e não foi milagre,
mas nada que se compare
á união num todo e em alegria,
inteiro há-de espelhar de novo
todos os dias, o total do seu Povo
quando a Portugal voltar a Monarquia.
III
É de louvar quem a soube usar
de maneira útil cantando do altar
sem faltar com o respeito ao seu Deus
e disso os Madredeus são o exemplo perfeito
sempre com o mesmo amplo conceito.
Quando já não tem escolha
olha para a religião de outra forma,
dá tudo de si própria porque o adora
sentindo-se de alma vazia, isolada,
tendo fé sentida chora a vida,
mas tudo continua por se resolver,
se ao menos fosse a sua alteza,
com o mesmo sentido de viver,
concerteza já se teria menos de tristeza,
a alegria está nas estrelas,
pontos luz da mais fraca á mais forte,
na magia do céu da noite passam Rochas
das quais se julgou e joga a nossa sorte.
José Maria Afonso (pseudónimo)
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